Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/08/2020
O conceito de ética explorado por Aristóteles era baseado no equilíbrio e firmado em escolhas racionais que buscavam a melhor relação dentro da sociedade. Quando a ética se relaciona com a biotecnologia e as modificações gênicas que esse processo representa, esbarra-se em malefícios que essas técnicas podem envolver. Principalmente no diz respeito a quem as utiliza e com que objetivo. Sendo assim, uma busca desenfreada por lucros e outros fins para a biotecnologia pode acabar por gerar um ambiente de falta de respeito e empatia, visando somente o benefício próprio. Diante disso, fica clara a relevância do tema e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, deve-se levar em consideração as motivações pelas quais se faz uso da biotecnologia atualmente. Com os avanços tecnológicos, a biotecnologia pôde solucionar muitos problemas que antes assolavam o Brasil, em especial, no âmbito comercial. Alguns exemplos da usabilidade dessas técnicas, que são descobertas depois de muito estudo e investimento, estão na agricultura, com sementes transgênicas que são bem mais resistentes ou nas áreas médicas com suas vacinas e medicamentos. Contudo, muitas vezes, os objetivos com essas conquistas são direcionadas unicamente a busca de lucros ou benefícios próprios.
Consequentemente, pode-se tornar corriqueiro eventos como os representados na ficção. Como acontece na novela exibida pela rede globo e intitulada “Fina estampa”. A novela, que foi reprisada em horário nobre em 2020, trouxe a tona novamente, a discussão sobre a os limites éticos nos processos biotecnológicos. No folhetim, uma médica utiliza das técnicas de manipulação gênica e inseminação artificial para gerar o filho do seu irmão já morto, tudo sem o conhecimento nem mesmo da mulher que geraria a criança. Isso tudo baseado apenas em seus interesses e para realizar um desejo dela. Portanto, existe uma relação entre a ética e a biotecnologia e medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Neste caso, cabe ao Ministério da Justiça em associação ao Ministério da Saúde promover uma fiscalização direta desses tipos de estudo e de prática. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. A partir disso, deve haver a fundação e aprimoramento de Órgãos reguladores de pesquisa e propostas que utilizem da biotecnologia, para com isso, evitar malefícios à sociedade. Assim, será possível enfrentar os desafios da conciliação entre a biotecnologia e a ética.