Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 20/08/2020
Desde as pesquisas de Mendel, conhecido como “o pai da genética”, a Biotecnologia tem gerado grandes avanços. Põe outro lado, muitas pessoas consideram que essa evolução ultrapassam os limites da ética. Diante disso, é válido dizer que a comprovação da eficácia dos alimentos transgênicos é o controle da modificação do DNA humano se tornaram os principais desafios para a conciliação entre ciência e moral.
Em primeira análise, a dúvida dos efeitos que o consumo de transgênicos pode causar não deveria existir. Isso porque, de acordo com o relatório apresentado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, já há comprovações suficientes de que não fazem mal algum à saúde humana ou mesmo aos outros seres. Dessa forma, é preciso que esses resultados sejam amplamente divulgados é compreendidos por toda a população para que usufruam da tecnologia sem prejuízos.
Em segunda análise, é fato que a ciência já teria condições de controlar o DNA humano, porém, por ser algo recente, os limites em relação aos princípios morais não são bem definidos. Nesse sentido, a ficção científica “Gattaca - A Experiência Genética” apresenta uma distopia na qual os bebês seriam criados em laboratórios com habilidades vantajosas diante dos demais. A partir do filme, percebe-se que a crítica está nas possíveis desigualdades conflitos que a falta de uma fronteira entre a ética e a Biotecnologia pode causar.
À vista disso, é necessário enfrentar esses desafios para que haja a conciliação da Biotecnologia e da ética. Portanto, o Governo Federal, juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, devem promover e divulgar pesquisas científicas, por meio de anúncios e campanhas digitais, que contariam com dados e fatos dos alimentos transgênicos, para que toda a população seja informada dos benefícios e eficiências destes. Ademais, o Poder Legislativo e os conselhos científicos devem estabelecer regras cada vez mais claras sobre os experimentos de melhoramento genético nos seres humanos.