Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 09/09/2020

Segundo o pensador Thomas Hobbes, ‘‘o estado é responsável por garantir o bem-estar da população", entretanto, isso não ocorre no Brasil, na contemporaneidade, notam-se desafios relacionados a conciliação da biotecnologia e da ética por parte de um precário sistema legislativo que não acompanha os avanços da ciência para reformular as normas de funcionamento da biotecnologia. Portanto, é notório que o instável sistema legislativo impede o correto uso dessa tecnologia na sociedade.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a biotecnologia promoveu avanços significativos na sociedade, como na evolução da saúde humana, por exemplo, o melhoramento no tratamento do câncer, por meio da aplicação de células troncos, de modo que permite que o paciente restaure sua imunidade. Contudo, a precária legislação brasileira sobre essa tecnologia não possui leis específicas sobre o correta conduta dos profissionais da saúde e, assim, expõem pacientes ao perigo, de acordo com Aristóteles, a política tem como função preservar as pessoas de uma sociedade, logo, é notório que os políticos do país devem criar essas normas especificadas para preservar a nação.

Em segundo plano, a ética é considerada fundamental para resguardar o respeito e harmonia de um povo. No entanto, no Brasil, os valores humanos estão sendo desrespeitados, de forma que a fertilização in vitro promovida pela biotecnologia possibilita a reprodução de indivíduos com características pré-selecionadas e, assim, favorece o fortalecimento dos padrões estéticos e a depreciação dos valores humanos , conforme Immanuel Kant, o indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transmitida em leis universais, dessa forma, é necessário que a sociedade utilize a biotecnologia dentro dos princípios éticos.

Infere-se, então, que a conciliação da biotecnologia e a ética é primordial para a evolução da humanidade. Desse modo, é imperiosa a ação do Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Saúde, que devem promover políticas públicas para adequação e resolução das normas sobre o uso biotecnologia, por meio de leis que assegurem segurança aos profissionais e pacientes, além de priorizar os valores humanos e éticos, de maneira a garantir a evolução da nação e, por conseguinte, resultar em uma população fortalecida.