Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 14/09/2020

“O mito da caverna”, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade atual caracteriza-se com implicações semelhantes no que diz respeito aos desafios para a concordância entre a Biotecnologia e a Ética. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar fatores, como a priorização de interesses financeiros e uma insuficiência legislativa, além de explorar condutas conscientes tanto da sociedade quanto dos profissionais científicos.

A princípio, considerando o panorama dos avanços tecnológicos refletido no aprimoramento de técnicas biológicas, como a área da Engenharia Genética, deve-se destacar a necessidade de um maior engajamento socioético na comunidade habilitada. Nesse sentido, observa-se que diante da sobreposição dos benefícios econômicos frente aos princípios bioéticos, não se pode exigir constância em termos de possíveis mutações danosas ou impactos nocivos. Afinal, segundo Karl Marx, famoso economista, o que distingue uma época econômica da outra, é menos o que se produziu do que a forma de o produzir.

Outrossim, essa temática remete excessos de perturbações judiciárias como produto de uma carência de leis devidamente analisadas e impostas. Para Benjamin Franklin, cientista e filósofo, “leis demasiado suaves nunca se obedecem, demasiado severas nunca se executam”. Desse modo, é preciso estar atento ao fato de que, além de recursos e investigações simultaneamente guarnecidos, o entendimento e avanço intermediário entre as áreas requerem atenção responsável de todos os envolvidos nas dinâmicas econômicas e clínicas.

Portanto, mais do que um tema pertinente, as adversidades para a conciliação da Biotecnologia e Ética representam grandes objeções. Para que mudem, o Poder Legislativo em paralelo com órgãos humanísticos, tal como a Organização das Nações Unidas (ONU), devem promover correlações limiares e, sobretudo, autonomia prudente acerca dos procedimentos melhoristas. Para tanto, por meio da implantação de leis mais apropriadas com cada setor, bem como exposições públicas explicativas, a fim de garantir, de fato, renovações pacíficas. Ademais, a sociedade civil e a mídia, como mediadores da transformação, devem estimular a valorização do contexto biotecnológico em que o mundo está inserido. A partir dessas ações, espera-se propiciar melhores debates socioculturais.