Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 20/10/2020

Com o advento da intensificação de pesquisas durante a Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento tecnológico abrangeu diversas áreas técnicas, com destaque à biotecnologia. A partir disso, é hodierno o debate sobre os desafios para conciliá-la à Ética, a fim de congraçar o progresso científico ao plenário bem-estar mundial. Contudo, a ampla definição desse conceito filosófico, somada à acelerada mutação dos limites de atuação dos cientistas, encontram-se como notáveis óbices ao processo de harmonização supramencionado.

Em primeiro plano, o filósofo Immanuel Kant configura o termo indicado pelo ato de agir em busca do bem coletivo. Entretanto, segundo Aristóteles, esse consiste na ação equilibrada entre o excesso e a escassez, sem asserções quanto aos resultados. Dessa forma, portar-se eticamente torna-se uma prática heterogênea, variada conforme a teoria em que se alicerça. Assim, esse postulado pode gerar danos em diferentes escalas, ao configurar uma possível justificativa à fabricação de perigosas armas biológicas ou utilização de agrotóxicos nocivos à saúde, ambos produtos do mercado biotecnológico. Portanto, faz-se fundamental a universalização de diretrizes quanto à manipulação gênica de forma ética, para minimizar tais estorvos.

Em segundo plano, o acadêmico Karl Popper formulou o alicerce do avanço da tecnologia contemporânea, a Teoria da Falseabilidade, na qual defende a interpretação da ciência como uma virtude mutável e adaptável, além de evoluir proporcionalmente às descobertas e aos interesses antrópicos. Nesse sentido, devido à constante modernização técnica corrente, observa-se a nupérrima maleabilidade da fronteira tangente à atuação dos pesquisadores, cabível à redução ou ampliação, mediante o avançar da sapiência humana. Sob essa ótica, em razão da não tão rápida evolução da filosofia dos valores morais em análise, ambas divergem, possibilitando o desenvolver das mazelas supracitadas. Destarte, a regulamentação concernente à conciliação alusiva é de suma importância.

Em suma, medidas são necessárias para mitigar as problemáticas apresentadas. Logo, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve conscientizar os países fabricantes de produtos geneticamente modificados a agirem em prol do bem comum. Para isso, cabe à ONU organizar uma conferência internacional, cujo tema será “Biotecnologia e Ética em harmonia”. Nessa, haverá palestras, debates e, ao fim, um protocolo assinado entre os participantes, com a finalidade de estabelecer os caminhos corretos para alcançar a prosperidade no ramo relativo. Com efeito, espera-se a compatibilização do conquistado após o conflito aludido com a integridade plena de todas as partes envolvidas.