Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 30/09/2020
A biotecnologia, manipulação da natureza em benefício da espécie humana, é muitas vezes centro de debate, tanto na esfera acadêmica como na cultural, estando presente em diversos filmes. Gattaca - A Experiência Genética, filme de 1997 que conta a história de um homem que, por não ser melhorado geneticamente, não pode seguir seu sonho, mostra o quão prejudicial essa ciência pode ser. O uso da biotecnologia requer muito diálogo, a fim de resguardar o benefício da humanidade como um todo bem como a preservação do meio ambiente.
Em primeira análise, seu uso se mostra capaz de intensificar diferenças sociais. O uso de fertilização in vitro, por exemplo, é capaz de criar uma elite genética, promovendo indivíduos com maior capacidade intelectual e menos propensos à doenças, acentuando ainda mais a desigualdade vivenciada atualmente.
Ademais, o uso de tais técnicas também se mostra capaz de influenciar o meio ambiente. Um exemplo claro disso é a utilização de fertilizantes como o NPK que, apesar de promover maior produtividade, infiltram no solo e poluem lençóis freáticos, degradando não só a vida humana mas todo um ecossistema.
Visto isso, a decisão dos rumos que essa ciência deve tomar é crucial. É mister que a Organização das Nações Unidas promova debates anuais, semelhantes aos realizados cujos cernes são as mudanças do clima, que deliberem sobre o uso da biotecnologia, a fim de reduzir os efeitos negativos dessa prática. Detalhadamente, esses debates preconizariam metas de democratização das novas tecnologias além de estratégias que reduzam o seu impacto ambiental. Somente deste modo a humanidade poderia seguir o curso do aprimoramento científico sem ceder à preservação e à igualdade.