Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 23/10/2020
Com a descoberta da penicilina em 1928, pelo médico inglês Alexander Fleming, antibiótico que salvou milhões de vida, mudou as perspectivas sobre as pesquisas genéticas. Entretanto, hoje, em plena era da informação, um dos grandes desafios, está em conciliar a Biotecnologia com a Ética, em virtude dos interesses e do risco ao meio ambiente.
Inicialmente, vale mencionar o pensamento de Mário Sergio Cortella, filósofo brasileiro que propõe que, a ética é agir de acordo com os princípios da sociedade. Contudo, os altos investimentos da indústria em pesquisas de seres modificados, são questionados, isso porque, há apenas o interesse comercial em cada nova descoberta, é assim com as vacinas, medicamentos, sementes,e alimentos. Dessa forma, é evidente que a busca dos lucros como prioridade, está fora dos princípios de uma sociedade preocupada com bem social.
Em segundo lugar, desta-se o risco ao meio ambiente. Atualmente, com o desenvolvimento de plantas mais resistentes, permitiu o uso indiscriminado de venenos. Como consequência, estão poluindo o solo, rios, animais, e conforme a revista Brasil de Fato, publicada em fevereiro de 2020, os insetos, afugentados das plantações cobertas de pesticidas, estão mais agressivos, destruindo ferozmente lavouras convencionais e principalmente de pequenos agricultores. Diante disso, é explícito que trata-se de uma mudança drástica que pode afetar o mundo atual.
Assim, uma solução viável, seria a intervenção do Estado, com apoio da sociedade, e com recursos de impostos do setor industrial de agrotóxicos, promover estudos e debates sobre os verdadeiros interesses na Biotecnologia. Além disso, criar leis que protejam o meio ambiente e pequenos produtores. Afinal, uma sociedade justa é aquela que respeita a dignidade da pessoa humana e do local que vive.