Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne a conciliação da Biotecnologia e a Ética, percebe-se a configuração de um problema entrópico em virtude do caos presente na questão. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação desafiadora que possui como causas: A insuficiência legislativa e a lenta mudança na mentalidade das pessoas.
Em primeira análise, a deficiência nas leis mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiênte no que se refere a questão dos desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética, uma vez que o problema continua atuando fortemente no contexto atual, como no caso das sementes transgênicas que fazem mau a saúde dos consulmidores e não existe uma lei que os respaldem desse problema. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança na mentalidade das sociedade. A teoria da Eugênia, cunhada no século XIX e ultilizada como base no Nazismo, defende o controle social por meio de seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa pespectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto atual, a noção eugênica pode ser percebida na questão do entrave da biotecnologia e a ética, onde pais que podem ter filhos normalmente, optam por pela inseminação artificial somente para poder escolher a cor dos olhos azuis, cabelos loiros e lisos e cor de pele clara, para a criança. Esse cenário caótico e antiético, tem base em uma forte discriminação e lenta mudança na mentalidade das pessoas.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de projetos de leis que contemplem a questão dos desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética, pelas comissões da Câmara e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais para o público em geral ter acesso e se informar sobre os perigos sobre os alimentos geneticamente modificados. Além disso, é necessário proibir e fiscalizar a fabricação de sementes transgênicas, para assim, mitigar esse entrave entre a biotecnologia e a ética.