Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 21/10/2020

A seleção natural é o processo proposto por Charles Darwin e Alfred Wallace, que consiste em selecionar indivíduos mais adaptados a determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa mesma condição (Educa Mais Brasil). Dito isso, percebe-se que a biotecnologia utiliza os mesmos conceitos de Darwin e Wallace ao desenvolver e modificar organismos vivos para favorecer setores da sociedade, além de prejudicar a saúde humana e enganar o povo com essa atuação elitista e antiética.

Em primeiro momento, é possível entender a visão de superioridade dos seres humanos para com os animais como um dos principais entraves para a conciliação da biotecnologia e Ética. Tal visão é evidenciada a partir do estímulo a exploração dos animais por diversas indústrias, com o propósito de modelar para estudos de doenças humanas, aumentar a produção alimentícia, entre outros. De acordo com Alice Walker, escritora estado-unidense, os animais não foram feitos para servir o homem. Deste modo, nota-se que essa não é uma realidade acatada pela biotecnologia, visto que animais são abusados com o intuito de beneficiar a sociedade humana.

Ademais, os entraves relacionados à população também são outros responsáveis pelo dilema ético. Compreender essa assertiva é reconhecer que a saúde brasileira é prejudicada e enganada com a implantação de processos biotecnológicos em produtos alimentícios. Segundo Hana Khalil, ativista brasileira, a falsa nutrição de alimentos biotecnológicos ditos saudáveis e veganos geram o adoecimento de militantes, assim como seu alto custo elitiza o movimento vegano, contribuindo então, para uma visão que alega inviabilidade em ser saudável sem comidas de origem animal e necessidade de muito capital para abandoná-las.

É necessário, portanto, ações suficientemente efetivas para combater os entraves da conciliação da biotecnologia e ética. Desta forma, cabe então ao Ministério da Educação, em parceria com escolas e mídias, investir em campanhas, palestras, entre outras coisas, a fim de evidenciar a importância dos animais, suas próprias razões de existência e a possibilidade de uma dieta vegana e saudável. Além disso, é de extrema importância que o Legislativo crie novas leis, para que os profissionais e indústria da biotecnologia sejam responsabilizados pelos problemas de saúde causados por seus produtos.