Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/10/2020

Na novela O Clone exibida na Globo em 2001, um genista fascinado por clonagem, realiza um clone humano sem a permissão dos donos dos materiais genéticos envolvidos no processo, desafiando a ética no âmbito cientifico. No entanto, observa-se que a conciliação da biotecnologia e a ética é um desafio na contemporaneidade devido não só aos benefícios da biotecnologia intensificando as ideias eugenistas, mas também as práticas de criação de transgênicos. Em suma, é necessário adotar medidas que mudem esse cenário.

A princípio, é perceptível que com o advento da biotecnologia as ideias eugenistas tornaram-se mais triviais. Posto isso, nota-se que a possibilidade de modificar o material genético permite, através de procedimentos discutíveis eticamente, que os pais escolham a cor do cabelo, dos olhos e da pele do bebê. Por conseguinte, tal prática pode intensificar a desigualdade social, visto que a nova geração será de indivíduos mais desenvolvidos, provocando a exclusão de negros, imigrantes e deficientes. Dessa forma, é preciso que tais hostilidades sejam minimizadas.

Outrossim, é conveniente ressaltar que a prática de recombinação genética também é usada em culturas agrícolas. Nesse sentido, verifica-se a eclosão dos organismos geneticamente modificados (OGM) que possuem uma maior resistência às pragas, permite a produção em larga escala, oferece uma durabilidade maior no tempo de estocagem, etc. Mas, muitos não sabem se os transgênicos fazem bem ou mal à saúde, indo contra aos preceitos éticos. Um exemplo disso é o dado de uma pesquisa realizada pelo Ibope Conecta, que diz que 33% dos consumidores acreditam que os alimentos transgênicos fazem mal à saúde. Desse modo, é essencial aderir a medidas para que tal desafio seja mitigado.

Em síntese, conclui-se que os desafios para essa conciliação precisam ser amenizados. Portanto, é primordial que o Governo, por meio do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como órgão responsável pela Ciência e Tecnologia, fiscalize constantemente laboratórios responsáveis por realizar mutações genéticas, de modo a garantir o respeito à saúde dos indivíduos em questão. Também, é fundamental que o governo, através da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que exerce o controle sanitário, realize inspeções em empresas que produzem transgênicos, com o intuito de garantir o bem estar de quem consuma tais alimentos. Dessa maneira, os efeitos causados por essa divergência se atenuarão no país.