Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
A Biotecnologia é o estudo e o desenvolvimento de organismos geneticamente modificados e sua utilização para fins produtivos. Essa prática vem sendo bastante criticada por ultrapassar as barreiras da ética, o que impossibilita os avanços necessários da ciência. Dessa forma, levando em consideração a fala de Albert Einstein “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse os limites da humanidade”, evidencia-se a necessidade de analisar com maior eficácia esse assunto pertinente nos dias atuais.
Sob esse viés, é de extrema relevância citar a “Ovelha Dolly”, primeiro mamífero clonado por transferência nuclear de células somáticas, realizada ao longo de 1995 e 1996. O nascimento da Dolly resultou em diversas reações contrárias e favoráveis. Muitos achavam que isto era ligado ao progresso da ciência e que não havia problema algum. Todavia, apesar dos benefícios, essa técnica foi abominada por interferir no ciclo natural da vida. A maioria das pessoas criticaram tal ação, porque acreditavam que esse processo fosse uma ameaça a dignidade humana.
Ademais, esse experimento foi de suma importância para todos entenderem, de fato, sobre os aspectos positivos e negativos dos avanços biotecnológicos e de que forma eles podem interferir na ética. E com isso, ficou ainda mais claro a compreensão dos desafios ao conciliar esse empecilho na sociedade, e que o intuito dos códigos e resoluções não é frear o desenvolvimento da humanidade, mas sim precaver perigos potenciais.
Portanto, para que a desonestidade praticada pela biotecnologia seja revertida, e a ciência consiga, efetivamente, avançar de acordo com as reais necessidades, cabe a Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a mídia, através de transmissões nos programas diários, esclarecer a importância desse recurso para os avanços da humanidade, além de evidenciar sua contribuição na área de saúde. Outrossim, é preciso também, que a OMS determine limites mais exigentes às modificações genéticas. Só então, será possível garantir uma sociedade que, realmente, promova a plena conservação da integração entre a biotecnologia e a ética.
.