Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
O primeiro grande ato da biotecnologia no Brasil ocorreu em 2001, com a clonagem de Vitória, uma bezerra de raça simental. E desde então o país realiza pesquisas e investimentos nesse setor. Porém, existem muitas discussões referentes aos processos e aos resultados que procedimentos como clonagem, uso de transgênicos e criação de células-tronco causam no corpo dos seres vivos envolvidos na realização dessas técnicas.
É inegável a importância e impacto que a biotecnologia possui sobre o campo da saúde. A criação de vacinas, antibióticos e tratamentos para doenças é o que permite toda uma população viver uma vida saudável e segura. No entanto, lidar com o manuseio de manipulação genética e clonagem, por exemplo, pode ser perigoso, caso não haja pesquisas e conhecimentos necessários, pois, ao interferir na estrutura de um ser vivo sem levar em consideração as consequências, a biotecnologia não age eticamente.
A discussão acerca da produção de alimentos transgênicos se faz cada vez mais presente no Brasil, pois, segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (Isaaa) ,o país atingiu a segunda posição no ranking global de adoção de biotecnologia agrícola. Existem pontos positivos quanto a utilização dessa técnica como, por exemplo, a redução de custos e ao mesmo o aumento da produtividade. Entretanto, segundo a “Anvisa”, as grandes empresas de transgenia, lideram o consumo de agrotóxicos no Brasil, substância que é responsável por provocar doenças como o câncer.
Tendo em vista os desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética, se faz necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações invista em pesquisas e congressos voltados para a ampliação das discussões em torno das aplicações da Biotecnologia integrada ao conceito da ética, garantindo assim, segurança à todos os seres vivos e uma melhoria no âmbito socioeconômico.