Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Os debates sociais que questionam a moralidade dos processos desenvolvidos pela biotecnologia carregam consigo certa dificuldade de compreensão e, portanto, uma desconfiança em relação a potencial ação benéfica de determinadas descobertas. Isto ocorre, muitas vezes, em função do apego a dogmas e pensamentos que hoje são considerados retrógados, o que corrobora com o atraso da efetivação de práticas biológicas e medicinais que podem ser favoráveis ao bem estar dos indivíduos.
Na década de 50 foi desenvolvida a técnica, até hoje utilizada, chamada de “fertilização in vitro”, o que na época, gerou grande comoção e debates contra esta nova atividade, em especial por parte de religiosos que discutiam a responsabilidade e o direito de criação de vida. Hoje, visto a fuga de milhões de casais inférteis por meio desta inovação, a sociedade, incluindo os próprios religiosos, foi capaz de entender a necessidade da prática deste exercício.
Aristóteles, na sua definição de ética, depreende a felicidade como produto final. Ele discute que apenas um ser humano dotado de instrução é capaz de agir corretamente e então alcançar o sumo bem. Aplicando neste contexto, enquanto a ciência estiver se desenvolvendo rapidamente e, em contrapartida, a sociedade ainda estiver sem instrução e apegada a antigos julgamentos, ela será incapaz de desfrutar do amparo científico.
Sendo assim, faz-se necessário a elaboração de projetos que visem uma sociedade mais informada. Começando pelas escolas, onde, com o investimento e estímulo da Secretaria de Educação e dos professores, os alunos possam ter contato com o universo cientifico, por meio de palestras com profissionais do ramo, visitas a laboratórios e centros de pesquisas, onde elas conhecerão e aprenderão sobre o que está sendo desenvolvido no país. Assim, esses jovens crescerão familiarizados com a ciência e capazes de entender os processos que a rodeiam, dando crédito aos seus benefícios.