Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Ao examinar alguns fatos, verifica-se que a biotecnia já se fazia presente desde a antiguidade, quando os Sumérios e Babilônicos usavam leveduras para fermentar a cerveja nos anos 6 mil A.C. Contudo, com a ascensão da biotecnologia nas últimas décadas, muitos questionamentos surgiram sobre as muitas áreas biotecnólogas, como a necessidade e função do mapeamento genético, a promoção de ideias eugenistas e sua divergência com a ética social e a insegurança da população, causada pela ausência de conhecimento da mesma, sobre certos procedimentos antes desconhecidos.
Primordialmente, é preciso saber que o mapeamento é um diagrama de estudo dos genomas do corpo humano, buscando genes, ou a falta deles, responsáveis por doenças hereditárias e a possibilidade de cura. Um exemplo da relevância do mapeamento genético para a saúde humana se encontra na décima temporada, episódio 19, de “Grey’s Anatomy”, seriado médico de televisão. Nele, uma médica estuda o mapeamento de uma família que apresentava insuficiência cardíaca em suas 2 filhas e descobriu que a causa da doença era a falta de um dos 25.000 genes presentes no corpo humano. Uma da filhas morreu da doença e a outra foi tratada.
No mesmo episódio, essa médica oferece a uma criança sem sistema imunológico as resinas faltantes em seu copo, inseminadas em um vírus HIV desativado, pois assim, o conteúdo seria disseminado mais rapidamente, salvando o menino de uma infecção. Todavia, o procedimento foi negado pelo pais, que estavam receosos de o vírus desativado contaminar a criança.
Há ainda, a incessante busca por ideais eugenistas por parte da ciência e da população, sobre a humanidade. Hodiernamente, é habitual nos casos de inseminação artificial, a modificação genética do feto, como alteração na cor do olhos e cabelos. Este ato, além de estereotipar a ideia de “perfeição”, causa no público abalo no comportamento psicológico, uma vez que não possuem os requisitos sociais para se tornarem perfeitos perante a sociedade.
Dessarte, torna-se necessário a criação de normas que permitam uma concordância entre a biotecnia e a ética, concedidos por meio de intervenções das organizações mundiais imposta as autoridades, tendo assim, uma padronização dos procedimentos permitidos para a população, a fim de intervir apenas em genomas não existentes e genes com má formação. Aliado a isto, o governo deve investir na criação de programas assistenciais, tanto em redes sociais como em propagandas na televisão, intervindo nos pensamentos eugenistas e incentivando a aceitação pessoal, além de palestras em áreas públicas, com o objetivo de orientar sobre a biotecnologia e exterminar crenças populares, como ocorridos no caso do HIV desativado, citado anteriormente.