Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Segundo a ONU, “biotecnologia significa qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica.” (ONU, Convenção de Biodiversidade 1992, Art. 2), Por conta de perspectivas distintas ou até mesmo adversas em vários aspectos, a relação entre ética e biotecnologia se torna atribulada e complexa. Algo que ressalta essa complicada inter-relação é, de fato, a falta da compreensão dos limites, até onde um pode e deve interferir no outro, como até onde a ética deve interferir no desenvolvimento da biotecnologia para não á prejudicar estudos, que no futuro podem trazer benefícios extraordinários para o mundo, e até onde a biotecnologia pode ir sem ultrapassar as normas morais, importantes para a convivência em sociedade.
A princípio, destaca-se os enormes benefícios que a biotecnologia trouxe em áreas como a agricultura e a saúde, por exemplo o desenvolvimento de vacinas, estudos na engenharia genética, os antibióticos, hoje em dia segundo estudos da Deloitte, segunda maior empresa de consultoria tributária do mundo, a biotecnologia representa hoje cerca de 27% do mercado econômico global, a expectativa é que em 2024 esse número aumente para 31%, além de diversos outras benfeitorias. Porém para a ética, é inaceitável usar esses argumentos para justificar o uso desmedido dessa tecnologia, já que poderia impactar negativamente toda a sociedade, a questão realmente é essa, achar um equilíbrio entre desenvolver a tecnologia, sem ferir os princípios morais, em contra ponto, historicamente não foi o que aconteceu, já que, por necessidade, foi nos momentos mais complicados da sociedade que a biotecnologia mais se desenvolveu tais como a primeira guerra mundial, ou a fome por desigualdade social na revolução industrial, mas a ética diz exatamente sobre isso, não colocar as pessoas, ou a natureza, em situações extremas ou antiéticas para o desenvolvimento mais rápido de dessas tecnologias, e sim utilizar de outros caminhos para essa evolução.
Portanto é necessário tomar medidas em busca da solução dessa problemática. Logo o torna-se preciso uma intervenção do Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com o Ministério da Saúde, criando regulamentações e fiscalizações mais rígidas, em pesquisas ou experiências por exemplo, além de projetos de conscientização para a indústria e para a população, tendo como objetivo informar e esclarecer os perigos desse assunto e o que está sendo feito para a resolução do problema. Visando assim um desenvolvimento ético e moral da biotecnologia no país, espera-se que desse modo a tecnologia no campo da saúde seja cada vez mais apurada e aperfeiçoada sem trazer prejuízos aos humanos, meio ambiente e aos princípios morais.