Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
A biotecnologia se caracteriza no uso de outras formas de vida de maneira a beneficiar a raça humana, utilizada a muito tempo, como para a fermentação de bebidas alcoólicas. Mas apenas recentemente a humanidade começou a se perguntar até onde essa ciência pode ir.
Juntamente com os avanços dessa área científica, as possibilidades se expandem, atualmente já são utilizados animais e plantas transgênicas em setores econômicos como produção alimentícia, produzindo mais em menos tempo, ou na indústria farmacêutica, deixando animais mais próximos geneticamente dos seres humanos, para poderem fazer testes mais precisos. Por conta dessas aplicações, nossa sociedade avançou muito, reduzindo a fome para milhares de pessoas e, produzindo métodos ou medicamentos mais efetivos para assegurar a saúde humana.
Entretanto, por conta emprego abrupto destas tecnologias à esses ramos, não houve tempo para se estudar as consequências das alterações genéticas nesses seres vivos, nem para seus consumidores. Também entram em questão, os testes em animais, que são considerados uma atrocidade para algumas pessoas, como para ativistas que invadiram e levaram cachorros de uma clínica suspeita disso, em 2013. Além disso, é muito discutido se essas alterações podem ser realizadas em seres humanos diretamente, como alterar geneticamente a cor dos olhos de um bebê ainda em gestação, visto por muito como um atentado à vida.
Visto isso, é necessário que o poder Legislativo crie leis que regulamentem o desenvolvimento tecnológico, através de avaliações constantes, além do Ministério de Tecnologia e da Economia realizem campanhas em redes de televisão ou de forma física em locais de grande circulação populacional, de forma a esclarecer as dúvidas e receios da população à respeito de inovações da biotecnologia, além de serem bons receptores das opiniões públicas, visando ser um intermediário entre a ética humana e os avanços científicos, facilitando a relação entre ambos.