Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Na série The boys da amazon prime, alguns personagens apresentam super poderes, por conta de um soro azul chamado de “Composto-V”, que altera os dados genéticos das pessoas que o injetarem, mas nem sempre as pessoas que utilizam dessa alteração genética, usam suas habilidades para fazer coisas boas. Na vida real, levando em conta esse contexto o uso da biotecnologia levanta questões éticas e expõe desafios como a falta de conhecimento sobre as consequências dessa utilização e a busca incessante por lucro: ambos com potencial para colocar em risco a integridade de toda a população.
Não se pode deixar de notar, a contribuição da biotecnologia com a área da saúde, no qual a qualidade de vida foi transformada pela invenção do antibiótico, das vacinas e dos tratamentos com células tronco. No entanto, lidar com manipulação genética e clonagem, por exemplo, pode ser perigoso, pois não há conhecimento necessário para prever as consequências da inclusão ou exclusão de genes no organismo. Nesse sentido, isso vai contra a evolução natural de Charles Darwin, na qual os seres mais aptos são selecionados ao longo de centenas de anos, com tempo necessário para experienciar os resultados das variações genéticas. Dessa forma, ao interferir no organismo sem total segurança das consequências, a biotecnologia não age eticamente.
Por isso, é de suma importância incluir a ganância humana, que na maioria das vezes, sempre visa o lucro acima de qualquer ética. Desta forma, toma-se necessário citar os alimentos transgênicos, cuja função inicial era adaptar as plantações aos diferentes climas do Brasil, entretanto, em busca da superprodução e consequente retorno financeiro, as espécies de plantas passaram a receber genes resistentes às pragas e com maior durabilidade e tamanho. Por conseguinte, isso pode trazer danos à saúde como desenvolvimento de câncer e alergias.
Diante disso, fica claro, que é preciso combater tais atos que impedem a conciliação da biotecnologia com a ética. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve investir em pesquisa, por meio de dados, que devem ser encaminhados para a Secretaria da Fazenda, para que mais recursos possam ser enviados aos universitários. Desta forma, os pesquisadores poderão desenvolver melhor seus estudos e passar mais segurança ao uso genético da tecnologia. Desta maneira, futuramente, os cientistas poderão desenvolver métodos como biorremediadores no controle de pragas, a fim de diminuir a excessiva interferência transgênica nos alimentos. Assim, a biotecnologia será amparada pela ética em busca do bem comum, e consequentemente as pessoas irão perder o medo da biotecnologia.