Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Como disse o físico alemão Albert Einstein “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade.” Com o surgimento da biotecnologia moderna, que através de métodos de desenvolvimento da biologia molecular permitiram a manipulação do material genético, agora se pode escolher as características de um organismo, dispensando aquilo que não é lucrativo, ou, não agrega valor.
Inicialmente, pode-se compreender que o problema em si não é a biotecnologia, mas o seu uso sem consentimento, e sem calcular as consequências a longo prazo. Exemplo; é a fertilização in vidro, que permite alterar a cor dos olhos. Se uma tecnologia desse nível se torna acessível para todos, em algumas décadas poderia haver o desaparecimento de uma característica física de uma raça.
Logo, utilizar da manipulação genética para modificar um ser, apenas por preferência ou para obtenção de lucro vai contra os princípios éticos e morais, sendo estabelecidos ou não por conselhos de cada área.
Consequentemente, nota-se que a conciliação entre biotecnologia e ética, embora difícil é fundamental. Uma forma de conciliar é, portanto, com a atuação das escolas. Elas possuem o papel de educar seus alunos, a respeito à diversidade e a boa prática científica, com profissionais das ciências humanas e naturais, por meio de discursos que os levem a refletir e se questionarem sobre as praticas da biotecnologia, e assim formarem um senso crítico a respeito da relação entre ciência e humanidade, a fim de buscar sua coerência. Dessa forma, o desenvolvimento biológico continuará avançando sem desrespeitar aos direitos humanos socais.