Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
No registro “admirável mundo novo”, Aldous Huxley conta uma grupo de pessoas programadas em laboratórios, os quais são adestradas para fazer seu papel numa sociedade de classes biologicamente definidas.
Na obra, a biotecnologia é o fator principal da sociedade, todavia, ela não está limitada só à ficção, já que é um crucial agente no desenvolvimento da medicina presente.
Por subsequente, deduz-se que, por meio dessa prática, pode haver a administração da desigualdade e do segregacionismo, visto que existirão seres humanos mais desenvolvidos intelectual e fisicamente, possibilitando, por exemplo, uma neo-escravidão.
A partir disso, constata-se que a biotecnologia se choca com teoria da ética da responsabilidade do filósofo Hans Jonas, que determina a responsabilidade como fator primordial para fundamentar a ética de uma civilização tecnológica. Sob essa perspectiva, observa-se o surgimento dos organismos geneticamente modificados (OGM), resistentes a pragas e herbicidas, que aumentam a produção e a lucratividade das produtoras.
No entanto, não se sabe quais os riscos da ingestão de organismos transgênicos e, a falta de informação, por parte das grandes produtoras de OGM, contribui para a dificuldade de observar a biotecnologia atrelada à ética.
Para além, as produtoras de OGM, por meio de campanhas na TV, rádios, internet e jornais, devem propagar informações sobre os transgênicos, para informar a população sobre os riscos desses, caso hajam, e qual a importância deles para a sociedade atual.