Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 24/10/2020

Não é novidade que a biotecnologia vem cada vez mais auxiliando na evolução da medicina, entretanto em certas ocasiões infligindo a ética posta pela sociedade local, dando início às grandes desavenças no quesito entre progresso científico e respeito ao ser humano. Convém analisar a coalizão deste conflito, além de deixar explícito dos possíveis benefícios e malefícios que podem oferecer.

No início do século XIX, Mary Shelley escritora britânica, narrou a história fictícia do médico Frankestein, que ao brincar de ser Deus criou um protótipo humano, cuja fúria, virou-se contra o seu criador. O que pode se assemelhar com as circunstâncias atuais, em que o homem faz manipulações genéticas em busca de “conceber” a vida de outro ser vivo, de modo contraditório ao que a maioria da população acredita, justificando suas revoltas.

O físico Stephen Hawking, assim como Jennifer Doudna, discutia a insaciedade da mente humana acerca dos avanços científicos e, segundo ele, o indivíduo tende a caminhar em direção à autodestruição. Apesar da crítica de Hawking, é importante considerar que há dentro da biotecnologia importantes soluções que privilegiaram o desenvolvimento da comunidade, sejam elas na agricultura, na área da saúde e até mesmo na criação de produtos aparentemente triviais.

Então não se trata de escolher entre biotecnologia e moral, mas sim de concilia-las, com a atuação do meio educacional, ou seja, as escolas. Com o papel de ensinar os alunos e funcionários sobre o respeito á diversidade e a boa prática científica, por meio de palestras com profissionais da área. Os Governos dos países devem fiscalizar o uso da tecnologia e através da elaboração de leis específicas punir o uso indevido da ciência, de modo que não forneçam nenhum dano á saúde.