Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Na segunda metade do século XIX, durante a segunda revolução industrial, Louis Pasteur prova a realização da fermentação por microrganismos, negando a hipótese da abiogênese. A partir disso, qualquer modificação de um organismo vivo é considerado Biotecnologia. Dessa forma o papel da ética é orientar a biotecnologia a estabelecer alguns limites.
Nossa sociedade hodierna, observa-se que a existência de limites éticos para desenvolvimento técnico cientifico é negligenciados. Pode-se mencionar, por exemplo o caso da clonagem da ovelha Dolly em 1977, gerada a partir de uma célula somática. Nos anos seguintes, iniciou processos de outros mamíferos, o que abriu uma possibilidades para a clonagem humana. Entretanto, apesar de parecer revolucionário, essa questão implica na perda da identidade dos indivíduos, uma vez que o código genético de uma pessoa não seria mais único.
Outra preocupação constante, é a modificação genética embrionária: que confere aos pais o poder de determinar características fenotípicas da prole ainda em estado fetal. Seguindo esse pensamento, é sabido que a sociedade atual está inserida em um contexto de patriarcalismo e racismo, além de um padrão de beleza eurocêntrico. Logo, seria possível notar, em consequência dessas modificações, o surgimento de uma população hegemônica formada por homens brancos.
Portanto, nota-se que é necessário um alinhamento entre biotecnologia e ética, de forma que a ultima harmonize a primeira, visando a inovação e progresso em coesão aos interesses sociais. Assim, é de responsabilidade do Ministério da Ciência e Tecnologia a fiscalização de projetos científicos envolvendo a biotecnologia, para que esses cumpram o código de ética correspondente. Como também, cabe à Sociedade fazer o acompanhamento e análise de produtos e procedimentos consumidos, reportando às autoridades qualquer tipo de atitude antiética.