Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
No período da Segunda Guerra Mundial, alguns médicos nazistas utilizavam as vítimas do Holocausto como “cobaias” em seus experimentos científicos. Dentre esses médicos estava Josef Mengele, que assassinou milhares de pessoas - em sua maioria crianças, gêmeos e anões - fazendo atrocidades e tendo como objetivo não só descobrir algo notável para a ciência mas principalmente sanar suas próprias curiosidades.
Por um lado, a biotecnologia tem contribuído com diversas descobertas significantes para a evolução da sociedade como por exemplo os alimentos transgênicos (aqueles que tiveram seu DNA modificado pela adição de um ou mais genes de outro organismos); a criação de tecnologias que reduzem as perdas e aumentam a produtividade na agricultura; os novos medicamentos e até mesmo o estudo das células tronco, responsáveis por recompor tecidos danificados e, consequentemente, auxiliar no tratamento de doenças como câncer, mal de Parkinson, mal de Alzheimer, entre outras doenças degenerativas.Por outro lado, a mesma utilizada sem ética e de maneira a servir as curiosidades dos cientistas, podem causar tantos desastres quanto os causados por Mengele.
Assim, para que a ética se mantenha no decorrer do desenvolvimento biotecnológico é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em parceria com a ABNT, normalize todo e qualquer tipo de pesquisas e experimentos que envolvam humanos ou animais. E, ao Judiciário cabe a função de fiscalizar e julgar aqueles que infringirem as leis já estabelecidas e as normas de maneira direita.