Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 22/10/2020

Muito se tem discutido acerca dos desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética, porém, antes de mais nada, é importante salientar que essas questões vão muito além de apenas escolhas, elas atingem bolhas sociais de cunho religioso, por conta da alteração dos fatores naturais da vida. Técnicas como o tratamento com células-tronco (retiradas do feto), fertilização artificial ou in vitro e alimentos transgênicos envolvem polémicas, apesar de poderem promover um bem social.

Desde o início da história da humanidade diversas doenças severas foram surgindo, como exemplo a peste bubônica, que durou bastante tempo e causou diversas mortes, algo que poderia ter sido evitado se a tecnologia atual estivesse disponível. Porém, um dos grandes desafios a ser enfrentado é a quebra ou o consenso entre o desenvolvimento científico e os tabus religiosos em casos que o uso da ciência pode beneficiar a população, e que não esteja sendo utilizada para benefícios fúteis, como a escolha das características físicas de uma criança.

Apesar dos benefícios que a biotecnologia traz consigo, ela não é totalmente dotada de boas intenções, já que o interesse no dinheiro é um fato, algo contrário a ética. Hodiernamente, sites como o G1 noticiam o crescimento na produção de alimentos transgênicos, ou seja, alimentos geneticamente modificados para serem resistentes aos agrotóxicos e que se desenvolvem mais rápido, algo que apesar de parecer ser uma prática benéfica, faz as pragas se tornarem mais resistentes ao veneno, sendo assim, uma quantidade maior de pesticidas teria que ser usada, aumentando a quantidade de resíduos tóxicos na comida.

Em virtude dos fatos apresentados, é mister que a Organização Mundial da Saúde conscientize a população em relação aos benefícios médicos causados pela biotecnologia, e atente os mesmos sobre os cuidados no consumo de produtos transgênicos por meio de palestras e comunicados oficiais na televisão, de modo que se crie um acordo entre as camadas sociais, para que todos reconheçam os benefícios e malefícios da ciência.