Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
De acordo com o Art. 218. da Constituição Brasileira, de 1988, ‘‘O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação’’. Porém, alguns princípios éticos não são respeitados, se por um lado o avanço tecnológico trouxe benefícios para a sociedade; por outro, alguns empecilhos favorecem para a desarmonia dos estudos científicos com os valores sociais. Logo, deve-se solucionar o problema.
Em primeira análise, é válido ressaltar que desde as Revoluções Industriais, no século XVIII, houve uma constante euforia na busca por inovações. Em acordo ao apresentado, tem-se a descobertas que foram fundamentais para o aumento na longevidade e uma melhora na qualidade de vida, como as vacinas e os antibióticos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a expectativa de vida no Brasil aumentou dos 70 para os 75 anos de idade. Nesse sentido, percebe-se um grande avanço na prevenção e no tratamento de doenças, impulsionada, principalmente, pela pesquisa e tecnologia.
Incongruentemente, mesmo com alguns benefícios, é conveniente uma conciliação com a ética, pois princípios e valores humanos em muitos momentos são violados. Consoante à fala do físico teórico alemão, Albert Einstein, ‘’tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade’’, ou seja, percebe-se que alguns comportamentos estão desvinculados com o crescimento mútuo dos estudos científicos e a ética. Prova disso, são as comercializações do material genético, reprodução in vitro para escolher características dos filhos, métodos artificiais para o crescimento de frutos para a indústria sem a preocupação dos seus malefícios. Por certo, o tecido social tem negligenciado o conselho de Hans Jonas, na qual diz que as pessoas devem atuar de forma que os efeitos de suas ações sejam compatíveis com valores constitucionais.
É perceptível, portanto, que medidas precisam ser tomadas a fim de solucionar tal entrave. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria como Ministério da Ciência e Tecnologia, investirem em pesquisas, respeitando a linha tênue entre a moralidade e os valores éticos do individuo para com os avanços da ciência. Dessa forma, devem fornecer desde cedo disciplinas curriculares que trabalham a conciliação da biotecnologia e os diversos princípios humanos, ademais, fornecer palestras abertas para pais e filhos com o objetivo de ensinarem sobre o crescimento científico, dignidade humana, ética e moral. Em suma, notar-se-á que a implantação de tais medidas melhora a problemática no país.