Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 22/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os desafios para o avanço da biotecnologia e ética torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de respeito à diversidade, seja pela competição entre nações junto ao uso inconsequente das tecnologias, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A priori, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a falta de respeito à divergência leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica a mercê da própria sorte. Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater esses problemas. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente ao tema persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Além disso, a disputa entre nações somadas ao uso inconsequente das tecnologias corrobora de uma forma intensiva para o entrave. O físico Stephen Hawking, discutia a insaciedade da mente humana acerca dos avanços científicos e, de acordo com o mesmo, o ser humano tende a percorrer no sentido da autodestruição. Sendo assim, a gradual substituição do natural pelo artificial causa consequências incorrigíveis ao ambiente e a humanidade.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Sendo assim, uma forma de conciliar a biotecnologia e a ética é, com a atuação das escolas. Elas têm o papel de ensinar seus alunos, funcionários e comunidade sobre o respeito e a diversidade, por meio de palestras com especialistas das ciências humanas e naturais - os quais devem discutir sobre a concordância entre bioética e tecnologia - e de atividades, como o teatro, que estimulem o pensamento crítico a respeito da relação entre a ciência e a humanidade, a fim de buscar sua coesão. Dessa forma, observa-se uma sociedade mais igualitária.