Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Muito se discute sobre os desafios para a conciliação da biotecnologia e a ética e nos possíveis maléficos e benefícios à saúde humana. Avanços na medicina e nos agronegócios tentam justificar o uso desmedido dessas tecnologias. A falta de limites implica em inversões no curso natural das espécies. A ausência de conhecimento de futuros impactos dessas engenharias é uma das preocupações que o assunto traz. Esses entendimentos sobre moral e ciência, mesmo que simplistas, tendem a ressaltar fatores como a enorme utilização de animais para testes em pesquisas científicas.
No início do século XIX,Mary Shelley escritora britânica,narrou a estória fictícia do médico Frankestein,que ao brincar de ser Deus criou um protótipo humano,cuja ira, virou-se contra o seu criador.Embora esse fato seja “fake”,atualmente a biotecnologia pode desempenhar o papel do fictício médico,sobretudo com relação às manipulações genéticas.Tais metodologias,certamente,podem trazer prejuízos ao homem,como é o caso da produção de alimentos geneticamente modificados,no caso da soja,cujo plantio se faz necessário o uso de herbicidas prejudiciais à saúde humana.
A biotecnologia, trouxe consigo melhorias para diversas áreas abrangentes, por meio da ciência. Por exemplo, na área na saúde, com novos tratamentos para o câncer, prevenção de doenças, entre outros benefícios. Contudo, apesar da biotecnologia apresentar diversos benefícios, existe um contraste entre ela e a ética que, pode no futuro formar uma sociedade eugenista através de medidas segregacionistas para determinados grupos ou minorias, assim como afirma o filosofo alemão Hans Jonas. Oque de fato, pode vir a acontecer, assim como é relatado na ficção do filme Convergente, já que, na realidade do Brasil, não existe regulamentação estatal, gerando assim, um empecilho ao uso mais ético desta tecnologia.