Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Após as revoluções tecnológicas da Terceira Revolução Industrial, o ramo da ciência se expandiu em varias áreas, entre elas está a Biotecnologia. Dessa maneira, é racional afirmar que o processo apresentar uma visão positiva para a humanidade, já que auxilia no avanço da medicina e agricultura possibilitando o aumento da expectativa de vida e o crescimento da produtividade agrícola. No entanto, a Biotecnologia possui dificuldades em relação a Ética, pois a possíveis níveis de atos invasivos genéticos nos procedimentos e impactos bruscos no ambiente.
Vale ressaltar que a atuação da engenharia biotecnológica é praticamente na área genética, fazendo com que tenham mais cautela nos procedimentos e sejam alvo de discussões. De acordo com William Saad Hossne “o homem domina a biotecnologia de tal forma que pode evoluir para o bem, se aplicá-la de forma adequada, como pode se autodestruir”, deixando claro que esse avanço pode ser tanto para o bem quanto para o mal. Logo, a Ética age com o pluralismo moral e avalia, felizmente, as circunstâncias que não são viáveis aos valores humanos e podendo conflitar com a Biotecnologia.
O naturalista Darwin abordou a seleção natural como mecanismo de adaptação e sobrevivência dos seres. Avaliando desse ponto, a intervenção humana altera o fluxo, podendo criar situações e características indesejáveis. A alteração das características no ser humano pode ser levado como preconceito e estereotipização, fazendo com que a Ética imponha limites no poder da nova tecnologia.
Diante do expostos, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve propor um debate para que aja limites para a atuação da Biotecnologia por meio de especialistas de todo o globo. Tendo como objetivo estabelecer um equilíbrio entre a ética e a Biotecnologia, contribuindo para o uso benéfico desse recurso para a sociedade.