Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 22/10/2020

Após as evoluções tecnológicas da Terceira Revolução Industrial, as influências das modernidades se expandiram para diversas áreas e, entre elas, está o desenvolvimento da Biotecnologia. Dessa maneira, é racional afirmar que esse processo apresenta caráter positivo para a humanidade, uma vez que as melhoras na medicina e na agricultura possibilitaram o aumento da expectativa de vida da população e o crescimento da produtividade agrícola. No entanto, apesar desses progressos, a Biotecnologia possui diversos desafios de conciliação com a Ética, devido aos possíveis níveis de atos invasivos genéticos dos procedimentos e os impactos sociais e ambientais de ações bruscas.

Mormente, é importante destacar que a ciência pode ser usada como uma arma. Prova disso foi a 2ª Guerra Mundial, em que o conhecimento de processos de esterilização foi empregado contra a vontade de algumas minorias. Hodiernamente, a edição de patógenos é a maior ameaça em um eventual conflito. Acerca desse tópico, nota-se que o saber é um meio de dominação.

Em segundo plano, é válido, também, abordar que os impactos das ações da engenharia biotecnológica na coerção da relação do ser humano com o meio ambiente é entrave na conciliação desse setor com a Ética. Sob o viés histórico, no século XIX, o naturalista Darwin abordou a seleção natural como mecanismo de adaptação e sobrevivência dos seres. Desse modo, a intervenção humana altera o fluxo estudado pelo cientista, podendo criar características ou redes ecológicas indesejáveis.

Destarte, ficam evidentes as problemáticas que geram desafios para que haja a bioética. Portanto, torna-se urgente a ação do poder legislativo, mediante a criação de um estatuto científico, visando a regulamentação de seus projetos. Além disso, cabe à mídia a conscientização, através de campanhas, dos direitos da população. Desse modo, será possível romper com os abusos da biotecnologia sem ética.