Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 22/10/2020
Bioética é o estudo dos problemas e implicações morais despertados pelas pesquisas científicas em biologia e medicina. Esta, faz a utilização de seres vivos em experimentos; a legitimidade moral do aborto ou da eutanásia. Diante disso, a biotecnologia se mostra eficiente na prevenção de doenças. Contudo, são inegáveis os possíveis obstáculos caso não seja aliada à ética, por exemplos, a promoção de uma sociedade eugenista.
Em primeiro lugar, o filme norte-americano “Gattaca” retrata um cenário futurístico no qual os seres humanos são escolhidos geneticamente. Nessa ficção, Vincent Freemen foi concebido naturalmente e, por consequência, possui falhas genéticas. Devido a esse fato, não lhe é permitida a ascensão social. Por consequência, as mudanças ocasionadas com a união dos avanços tecnológicos e com a essência humana afetam diretamente a condição natural.
Ademais, com esse avanço, há a proporção do pensamento eugenista que se baseia na ideia de que as qualidades raciais das futuras gerações dependeriam de um controle social que visasse o melhoramento da espécie humana. Para isso, desenvolveram diversos métodos que tentassem impedir que “maus elementos” se reproduzissem, dando ênfase indivíduos de raça negra. Em tal ideologia, surge um pensamento preconceituoso, desrespeitando as regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo.
Logo, para mitigar a promoção de ideais associados à eugenia o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve propor um ato de regulamentação das práticas da biotecnologia no Brasil mediante a elaboração de um projeto de lei específico, os qual deve ser votado com urgência na Câmara Legislativa com o objetivo de evitar a promoção de ideais eugenistas, assim como retratado no filme “Gattaca”.