Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 22/10/2020

Os avanços tecnológicos, que tiveram início na Terceira Revolução Industrial, tornaram possível com o passar do tempo, a integração da tecnologia à medicina e à biologia. O uso da biotecnologia, porém, pode ir contra valores éticos, uma vez que pode ser utilizado como simples caprichos e não necessidades.

Em primeiro momento, observa-se que, o melhoramento genético de parte da população pode dar início a ideais eugenistas. Gera-se assim, a exclusão e a divisão social e estabelecem-se ideias opostos aos defendidos na Constituição brasileira de 1988. Também é preocupante o fato de que o sucesso do mapeamento genético pode levar à negligência em relação a saúde.

Em segundo momento, percebe-se que o tratamento de inúmeras doenças que já foram vistas como incuráveis, tornou-se possível graças à biotecnologia. O consumo de alimentos transgênicos é uma prática comum na vida da população, uma vez que torna a produção mais rápida e eficaz, aumentando assim, os lucros gerados. A falta de regulamentação estatal para o uso dessa tecnologia e as incertezas geradas ao se consumir produtos geneticamente modificados, servem como empecilho para o seu melhor uso.

Cabe, portanto, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações , propor um ato de regulamentação das práticas da biotecnologia para evitar a promoção de ideais eugenistas. É necessário, também, que o Ministério da educação inclua aulas de ética à grade escolar. Tais aulas devem ocorrer semanalmente através de profissionais capacitados devidamente. Visando, assim, formar uma sociedade com fundamentos éticos que fará melhor uso dos recursos biotecnológicos.