Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com os desafio para o pacto da Biotecnologia e a Ética torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelos prejuízos da segurança pública, seja pelo uso indevido da biotecnologia, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o dano da segurança pública leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO, qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente à seguridade persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.
Em segundo lugar, é importante salientar que uso indevido da biotecnologia corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque aumentou significativamente com os avanços da Biotecnologia impactando diretamente na medicina. Dessa forma, verifica-se que ajuda na produção da insulina, vacinas e medicamentos diversos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Portanto, faz-se necessário uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a conciliação da Biotecnologia e a Ética. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciam tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Policarpe pudesse se orgulhar.