Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
Atualmente na sociedade brasileira, o progresso da biotecnologia está diretamente ligado aos avanços nas áreas da saúde, industria e meio ambiente. No entanto, existe a necessidade de criar limites éticos na biotecnologia, de maneira que garanta seu desenvolvimento respeitando os princípios da bioética.
Em virtude dos avanços da engenharia biotecnológica, a agricultura brasileira teve grandes avanços graças as pesquisas realizada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). As pesquisas desenvolvidas pela empresa envolvem muitas culturas agrícolas, tais como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar, com características variadas, entre as quais a resistência a doenças e pragas e a tolerâncias a estresses climáticos. Tais atributos são possíveis graças a utilização de organismos geneticamente modificados (OGMs) no cultivo.
Apesar das culturas utilizarem os OGMs as tornarem economicamente benéficas, do ponto de vista ambiental e ético, a clonagem desses transgênicos leva a uma padronização do gene da planta. Isso interfere diretamente na biodiversidade da flora brasileira, provocando um empobrecimento genético. Da mesma forma, a clonagem do gene humano leva os atributos físicos a uma padronização.
Com o propósito de apoiar os avanços na biotécnica de modo que respeite a bioética, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve criar uma legislação que assegure a ética em meio aos avanços nas engenharias biológicas. Dessa forma o desenvolvimento e a segurança serão prezadas.