Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Nos filmes do UCM (Universo Cinematográfico da Marvel), é possível observar, de maneira fictícia, as consequências do uso da biotecnologia, como nos casos dos personagens Capitão América, Hulk e Deadpool, que quando submetidos a experimentos científicos, tornam-se seres geneticamente modificados, os denominados Super-Humanos. De maneira análoga, é possível observar que, o uso da biotecnologia levanta diversas questões éticas e expõe desafios como a falta de conhecimento sobre as consequências de sua utilização e a busca incessante por lucro: ambos com potencial para colocar em risco a integridade de toda a população. Diante dessa perspectiva cabe avaliar os fatores que impedem a conciliação da ética e a ciência.
Num primeiro momento, é preciso destacar que é inegável a contribuição da biotecnologia para a saúde, no qual tratamentos para doenças foram revolucionados através do desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos como os antibióticos, vacinas e tratamentos com células-tronco. Contudo, lidar com a manipulação genética e clonagem, por exemplo, pode ser, se realizado de forma imprudente, perigoso, pois não há, em muitos casos, conhecimento necessário para prever as complicações decorrentes da exclusão ou inclusão dos genes no organismo humano.
Ademais, é válido salientar como fator negativo a ganância humana, a qual, se necessário, coloca a ética de lado com a finalidade de maximizar os lucros. Conforme esse pensamento, pode-se observar o caso dos alimentos transgênicos, cuja função inicial era adaptar as plantas às diversas condições de plantio, entretanto, em busca da superprodução em conjunto com o crescimento do retorno financeiro, passou a ser utilizado para aumentar o tamanho, a durabilidade e a resistência às pragas. Dessa forma, o Brasil, em 2011, segundo o site de notícias G1, se tornou o segundo maior produtor mundial de transgênicos.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção da conciliação da biotecnologia com a ética. Em primeiro lugar, é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação invista em pesquisas juntamente com o Ministério da Fazenda, para que mais recursos sejam enviados para os centros universitários. Destarte, pesquisadores terão recursos para desenvolver seus estudos e oferecer mais segurança em relação ao uso da tecnologia. Não obstante, os cientistas poderiam desenvolver métodos como biorremédios no controle de pragas, a fim de diminuir o uso excessivo dos genes na produção alimentícia. Dessa forma será possível desenvolver uma política de bioética que respeite e traga segurança a todos.