Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 23/10/2020
Com a evolução tecnológica causada pelas Revoluções Industriais, a necessidade de criar e desenvolver expandiu-se para novas áreas, sendo uma delas a da biotecnologia. Nesse sentido, é lógico pensar que este desenvolvimento é benéfico para a humanidade, uma vez que algumas das melhorias envolve o aumento da produtividade agrícola e a criação de uma melhor qualidade de vida para as pessoas. No entanto, apesar das vantagens que a biotecnologia apresenta, há contradições quando o assunto é a ética na biotecnologia, já que técnicas e estudos envolvem genéticas de seres, procedimentos invasivos e impactos sociais causados por certas pesquisas.
De acordo com as ideias do utilitarismo, o ser humano deve agir sempre de forma a produzir o bem-estar, onde a ação útil é denominada a correta, sendo a busca pelo prazer e felicidade uma importante característica desse pensamento. Nesse sentido, podemos citar a existência da ferramenta CRISPR-Cas9, que torna real a possibilidade de alteração genômica em espécies — ação já feita na melhora genética de plantas —, ou seja, o homem pode alterar características de embriões para adequar-se as especificações escolhidas, como resistência a diversas doenças e outras qualidades corporais.
Todavia, de acordo com o cientista britânico Charles Darwin, o ser humano depende da seleção natural como mecanismo de modificação, que garante a sobrevivência e adaptação. Por consequência, caso o ser humano use da biotecnologia para alterar a genética como desejar, o fluxo estudado pelo cientista sofrerá alterações, podendo criar características ou redes ecológicas indesejáveis. Ademais, do ponto de vista ético, essa prática é considerada errada, já que o ser humano estaria interferindo no curso natural da vida e nos seus processos.
Por conseguinte, diante do exposto, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU) promover reuniões internacionais e debates para discutir limites jurídicos, culturais e morais das modificações genéticas, por meio de representantes de todos os países e indivíduos especializados no assunto, com o objetivo de estabelecer o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética. Desse modo, o mundo poderá superar esse problema chegando a um acordo para progredir com as pesquisas.