Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Inegavelmente, o desenvolvimento da biotecnologia vem sendo de grande importância para o ser humano, atuando em diversas áreas do conhecimento e trazendo praticidade e melhorias no cotidiano de muitos cidadãos do globo terrestre. Todavia, o uso da tecnologia para fins maliciosos pode comprometer o verdadeiro significado da ciência para o ser humano, trazendo debates em torno do uso da biotecnologia como forma de controle político e social.
Pode-se mencionar que durante períodos de tensão entre potências globais, os avanços realizados pelos cientistas do século XIX tiveram impactos consideravelmente grandes no desenvolvimento da tecnologia atual. Entretanto, tais avanços vieram acompanhados de interesses políticos, almejando principalmente maiores vantagens sobre os inimigos de guerra, deixando de lado valores éticos e morais.
A título de ilustração, os bombardeamentos atômicos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki no antigo Império Japonês, bombardeamentos os quais foram realizados pelos Estados Unidos durante os estágios finais da Segunda Guerra Mundial, representam uma forma de subestimar o poder da biotecnologia através de armas nucleares e usá-las de forma antiética. Faz-se mister salientar que uma vez que a tecnologia como um todo viola moralmente a integridade dos seres humanos a troco de interesses individuais, torna-se naturalmente inimiga subconsciente daqueles que julga ajudar.
Em suma, é importante que existam limites impostos aos cientistas quando se trata de experimentos em seres vivos. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) deve alertar aos países integrantes da União dos perigos provocados pelo uso da ciência como assédio, visando garantir maior confiabilidade nas pesquisas realizadas pelos cientistas de modo que construa-se um cenário onde nenhuma área do conhecimento seja usada para controlar massas de manobra e atender interesses indivíduais de minorias detentoras de poder.