Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Com a terceira Revolução industrial o homem adquiriu diversos avanços em sua história sejam bons, sejam ruins, o que o levou a dominar a biotecnologia, e despertou interesses financeiros. Tal processo evolutivo mostrou-se promissor a medida que é estabelecido limites para uso desse avanço, regidos pela ética vigente na sociedade. Entretanto, discussões sobre essa problemática estão presentes na comunidade, sendo usada para suprir necessidades com o melhoramento genético, assim como caprichos humanos.
Em primeiro lugar, é evidente que o aprimoramento génico deve-se ao processo contínuo de evolução que é vivenciado pelo homem. De maneira similar, com tais modificações tornaram possíveis a produção de produtos com maiores valores nutricionais e com resistência a pragas, no intuito de reverter o quadro da fome no Brasil e no mundo. Embora, vê-se que a real necessidade desse processo biotecnológico foi moldado, no qual o lucro tomou espaço o que confirma o pensamento “o capitalismo é a raiz de todos os males”, do sociólogo Karl Marx, evidenciando o quanto os avanços da biotecnologia apesar de contribuir para o progresso também desestrutura preceitos éticos da sociedade.
Em segundo lugar, é nítido que a ultrapassagem dos limites pré-estabelecidos para a biotecnologia é prejudicial à sociedade. A série norte americana Black Mirror, em diversos episódios aborda a problemática da perversa conciliação entre o ser humano e o “aprimoramento humano”. Em analogia, personagens fictícios optam por transpor limites éticos e humanos na manipulação de comportamentos e ações tangentes a natureza humana. Um belo exemplo disso são processos recorrentes de clonagem - ainda em teste. Tornando substanciais as saídas para a conciliação da biotecnologia com as limitações humanas.
Partindo disso, cabe ao Estado, na figura da Federação, o desenvolvimento de uma reforma constitucional, na qual seja abordada os limites cabíveis a biotecnologia na sociedade eticamente desenvolvida, trazendo também penas severas para o descumprimento dessas regras antes legalizadas na comunidade, cujo objetivo é promover a evolução baseada em princípios éticos e humanos.