Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Segundo Darwin, as espécies são adaptadas ao seu habitat de acordo com as pressões do meio. Por isso, a evolução é entendida como um mecanismo da natureza para a manutenção do equilíbrio ecológico. Assim, seja prejudicando a segurança pública, ou arriscando a permanência de algumas espécies, o uso indevido da biotecnologia é um risco.
Mormente, é importante destacar que a ciência pode ser usada como uma arma. Prova disso foi a 2ª Guerra Mundial, em que o conhecimento de processos de esterilização foi empregado contra a vontade de algumas minorias. Hodiernamente, a edição de patógenos é a maior ameaça em um eventual conflito. Acerca desse tópico, nota-se que o saber é um meio de dominação.
É indubitável que o estudo da genética, desenvolvido por Mendel, trouxe a opção de se prevenir de doenças hereditárias. Entretanto, existem aqueles que desejam selecionar características por estética. Com isso, a manutenção da espécie humana é ameaçada pela baixa variabilidade genética. É, pois, inaceitável que mesmo com essa possibilidade, não seja garantido o controle ético.
Destarte, ficam evidentes as problemáticas que geram desafios para que haja a bioética. Portanto, torna-se urgente a ação do poder legislativo, mediante a criação de um estatuto científico, visando a regulamentação de seus projetos. Além disso, cabe à mídia a conscientização através de campanhas, dos direitos da população. Desse modo, será possível romper com os abusos da biotecnologia sem ética.