Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 24/10/2020

A aliança entre a biotecnologia e a ética é uma coisa irrefutável para a criação de uma sociedade justa, baseada no bem-estar coletivo. Porem, a superestimação voltada a interesses individuais está tão presente na sociedade atual e numa cultura com privilégios, junto com um sistema educacional falho por não associar o abuso da ciência aos impactos sociais, dificulta o desenvolvimento da tecnologia.

No início,  desde as revoluções  industriais e a evolução do capitalismo, as pessoas vem dando prioridade aos produtos e mercado em detrimento de valores humanos quem são essenciais, como a saúde. Assim, é evidente que o uso da biotecnologia como objetivo para obter lucro está acima das preocupações presente nos indivíduos responsáveis, trazendo uma “quebra” a barreira da ética. Essa ideia pode ser comprovada com a fabricação de alimentos transgênicos, que apesar de não haver comprovações evidentes que o consumo faz mal a saúde humana, eles continuam sendo fabricados. E é um grade desafio pensar que são para o bem humano e não para obtenção de lucro.

Além do interesse financeiro se sobressair as preocupações com os riscos do abuso da biotecnologia, também é importante se relevar que o sistema em que a educação está, o qual Paulo Freire descreveu como mecanizado, quase não tem contribuído a conciliação da ciência e ética, preocupado apenas em preparar os jovens para o mercado de trabalho, com um ensino tecnicista, acaba não cumprindo o papel crucial, que é criar cidadão capaz de entender como a tecnologia afeta sua vida pessoal, não lhes dando o direito de ter opinião formada sobre tal assunto.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. E para isso, é fundamental que as escolas, enquanto educadores deve reformular o método educacional, com um novo currículo que junta as disciplinas de ciências naturais abordagens que, também, conscientize sobre os limites de experimentos, produções e criações tecnológicas.