Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Na contemporaneidade, o avanço da tecnologia permitiu incontáveis possibilidades de melhorar a qualidade de vida e desenvolver projetos relacionados à biotecnologia. Entretanto, ainda há obstáculos em relação a essa biotecnologia, pois existem pesquisas que estudam por exemplo, as células embrionárias e a modificação genética, e essas pesquisas acabam encontrando entraves no que se diz respeito à religião e a moral da sociedade.
Em primeira análise, sabe-se que a medicina avançou quando a tecnologia passou a ser usada no tratamento de doenças como o câncer que necessitam da quimioterapia a qual consiste no uso de máquinas que liberam radiação ionizante. Com isso, o número de pessoas que sobrevivem a essas doenças cresceu, o que prova a frase dita por Steve Jobs, " a tecnologia move o mundo". Ademais, nesses casos a ética deve ser respeitada, uma vez que a biotecnologia é usada no melhoramento das condições humanas.
Além disso, é preciso analisar os efeitos colaterais dos avanços tecnológicos, já que as pessoas que possuem capital passaram a utilizar a engenharia genética para selecionar as caraterísticas de seus filhos de mode que eles possam obter vantagens em relação aos outros. Logo, pode-se dizer que a vida humana e a ética estão sendo desrespeitadas confirmando a teoria da socióloga Hannah Arendt, sobre a “banalização do mal”, visto que ao modificar a forma de um alimento sem estudar seus efeitos no homem, por exemplo, o indivíduo pode ser acometido por alguma modificação genética irreversível.
Assim, é necessário que o Estado invista nas áreas de pesquisas sobre saúde e tecnologia, a fim de incentivar novas pessoas a ingressar nesse ramo e consequentemente ter uma evolução nessas pesquisas. Além disso, o Ministério da Saúde deve entrar nesse meio como órgão fiscalizador dessas atividades, para garantir a saúde da população. Com isso, espera-se que esses problemas sejam solucionados.