Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 24/10/2020
Posteriormente a Terceira Revolução Industrial, as influências modernas se expandiram para diversos setores, entre estes, está a evolução na área da biotecnologia. Dessa forma, é coerente afirmar que esse processo apresenta cunho positivo para a sociedade, visto que as melhoras na medicina e agricultura apresentaram também aumento significativo na expectativa de vida da população e crescimento na produtividade agrícola. No entanto, ainda possui diversos desafios de conciliação com a ética, devido aos possíveis atos invasivos genéticos e alguns impactos sociais e ambientais de ações bruscas.
A priori, é relevante evidenciar que as possibilidades de atuação da biotecnologia são mais farto na área da genética e, por isso, exigem mais cuidado, fator delimitado pela Ética. Nesse sentido, pode-se citar, como exemplo de mudança invasiva, segundo o site “Biologia para Biólogos”, a ferramenta CRIPR-Cas9 que permite a adulteração genômica de determinada espécie. Dessa forma, os procedimentos citados interferem no comportamento e nas características naturais do ser vivo, o que pode ser prejudicial ao equilíbrio ambiental. Logo, a Ética age com o pluralismo moral e avalia, felizmente, as circunstâncias que não são viáveis aos valores humanos e podendo conflitar com a biotecnologia.
Em segundo plano, é válido abordar que os impactos das ações da engenharia biotecnológica na coerção da relação do ser humano com o meio ambiente é entrave na conciliação desse setor com a ética. Sob o viés histórico, o naturalista Darwin abordou a seleção natural como mecanismo de adaptação e sobrevivência. Desse modo, a intervenção humana altera o fluxo estudado pelo cientista, podendo criar características ou redes ecológicas indesejáveis. Além disso, lamentavelmente, a possibilidade de mudar a aparência humana antes do nascimento pode gerar uma estereotipização, surgindo problemas como o preconceito, uma vez que os atributos selecionados causarão divergências. Por isso, a Ética deve impor os limites do poder humano, atitude que causa obstáculos na relação com a biotecnologia.
Portanto, diante do exposto, cabe à ONU - Organização das Nações Unidas -, promover reuniões internacionais para discutir limites jurídicos, culturais e morais das modificações genéticas, por meio de representantes de todos os países do mundo e professores especializados no assunto. Esse item tem como objetivo estabelecer o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética com a ajuda de indivíduos atuantes das decisões globais. Assim, o mundo poderá superar esse problema.