Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Foi após o aprimoramento da biotecnologia que a sociedade teve significativas melhorias. Todavia, elas não necessariamente foram descobertas de forma ética, pois muitas daquelas desrespeitam essa em seus processos de criação. Logo, é imprescindível que ela seja fomentada com a devida regulamentação e limites. Assim, é possível evitar danos ambientais e genéticos que inevitavelmente são gerados.
Segundo o filósofo Aristóteles, indivíduo ético é aquele que pratica virtudes e, para ele, essas são um meio termo. Portanto, não é a ausência, tampouco o extremo, mas o equilíbrio em sua aplicação. Deste modo, a sociedade civil e os órgãos responsáveis devem discutir normas que remetam essa ideia. Ademais, é preciso que estejam andando lado a lado com o direito, porquanto não é prudente que todos esses avanços estejam a frente.
Em relação a isso, a solução é abordada pelo filósofo Habermas que leciona sobre a ética discursiva. Para ele, uma norma ética só é válida se as pessoas a discutirem em espaços públicos e construírem verdades intersubjetivas. Por consequência, as decisões serão tomadas em conjunto, evitando danos indesejáveis e até mesmo irreversíveis. Para isso, o Poder Público deve tomar a iniciativa de discutir o assunto e promover o debate com auxílio de toda a sociedade.
Diante do exposto, torna-se necessário que a Câmara dos Deputados permita que todos os interessados no tema tenham a oportunidade de se manifestar. Além disso, deve obrigar que o Conselho Regional de Medicina e a Ordem dos Advogados do Brasil emitam pareceres, uma vez que são autoridades importantes. Após a promulgação, deve-se contratar funcionários para integrar o CRM e trabalhar na fiscalização para seu cumprimento. Em vista disso, toda a população terá acesso a uma tecnologia cada vez mais ética e a um significativo crescimento em diversos setores.