Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/10/2020

Com o advento da terceira revolução industrial, o homem, adquiriu diversos avanços de âmbito positivo para que ficassem marcados em sua história, o que levou ao aperfeiçoamento da biotecnologia gerando também interesses financeiros, entretanto, tal processo evolutivo, muitas vezes pode se tornar problemático, visto que existem dois lados conflitantes acerca deste assunto, principalmente quando essa tecnologia vê-se para suprir necessidades humanas.

Em primeiro lugar, é irrefutável a argumentação de que o aperfeiçoamento genético, deve-se decorrente da crescente evolutiva, que o ser humano urge. Pode ser destacado como um exemplo claro desse aperfeiçoamento genético, a modificação genética de sementes, que por sua vez, se tornam mais nutritivas e com resistência a pragas, contudo, esse aperfeiçoamento foi criado visando o lucro, e não a diminuição do quadro de fome no Brasil e no mundo, podendo assim ser afirmada a ideia do filósofo Karl Marx de que “o capitalismo é a rais de todos os males”.

Em segundo plano, é importante, também, que seja comentado que os impactos das ações biotecnológicas na relação do ser humano com o meio ambiente é entrave na conciliação desse setor com a Ética. Lamentavelmente, a possibilidade de mudar a aparência humana antes do nascimento gera uma estereotipização, surgindo problemas como o preconceito, uma vez que os atributos selecionados causarão divergências. Por isso, a Ética deve trabalhar de modo a impor os limites do poder humano, atitude que causa obstáculos na relação com a Biotecnologia.

Portanto, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU), promover reuniões internacionais para decorrer sobre limites jurídicos e culturais das modificações genéticas, por meio de representantes de todos os países. Esse item terá como objetivo estabelecer o equilíbrio entre a Biotecnologia e a Ética com a ajuda dos indivíduos de maior capacitação global.