Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Conforme Darwin, as classes são adaptadas ao seu ambiente de acordo com as imposições do meio. Por isso, a evolução é entendida como um sistema da natureza para a gestão do equilíbrio ecológico. Então, seja perturbando a segurança pública, ou comprometendo a conservação de algumas espécies, o uso impróprio da biotecnologia é um problema.
Sobretudo, é fundamental acentuar que a ciência pode ser usada como uma força militar. Prova disso foi a 2ª Guerra Mundial, em que o conhecimento de processos de esterilização foi impregado contra a vontade de algumas minorias. Atualmente, a edição de patógenos é a maior ameaça em um eventual conflito. Acerca desse tópico, nota-se que o saber é um meio de dominação.
Percebe-se que o estudo da genética, desenvolvido por Mendel, levou a opção de se previnir doenças hereditárias. No entanto, encontram-se aqueles que planejam escolher características por estética. Através disso, a preservação da espécie humana é ameaçada pela baixa variabilidade genética. Sendo inaceitável que mesmo com essa chance, não seja garantido o controle ético.
Dessa forma, ficam evidentes as problemáticas que motivam desafios para que haja a bioética. Portanto, torna-se fundamental a ação do poder legislativo, mediante a criação de um estatuto científico, visando a determinação de seus projetos. Além disso, cabe à mídia conscientizar, através de campanhas, dos direitos da população. Desse modo, será possível romper com os abusos da biotecnologia sem ética.