Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é a conciliação da biotecnologia e a ética, pois o cidadão é impedido de deferir dos seus direitos. Com efeito, visando ao enfrentamento do problema, faz-se necessário um debate entre Estado e sociedade acerca dos desafios para garantir um melhor entendimento sobre o tema em questão.
Em primeiro lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. De acordo com Marshall, o Estado tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, além do pleno direito ao patrimônio social e a uma vida civilizada segundo os padrões vigentes, porém não é isso que se observa quando o assunto é a evolução tecnológica das ciências biológicas. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.
Por conseguinte, discussões importantes, como sobre a conciliação da biotecnologia e a ética têm ficado à margem das prioridades da população brasileira. Nesse viés, é importante salientar o papel da sociedade, visto que o controle social representa uma ferramenta indispensável para combater a omissão do governo frente ao problema. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno a emancipação do cidadão deve partir da autonomia e da autorreflexão. Portanto, faz-se mister que o brasileiro se veja como parte integrante da comunidade em que vive, pois só assim será capaz de nela intervir.
Portanto, são necessárias medidas capazes de contornar a situação. Sendo assim, cabe a ONU intervir com projetos, por meio de reuniões com os líderes dos países dispostos a mudar a realidade que as consequências da ausência de conciliação entre biotecnologia e a ética causam. Dessa forma, notar-se-á que a implantação de tais medidas melhora a agravante.