Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 25/10/2020

É sabido que, em seu sentido mais amplo, a biotecnologia compreende a manipulação de microrganismos, plantas e animais, com vistas à obtenção de processos e produtos de interesse para a sociedade. Além do mais, a bioética está em libertar-se dos paternalismos que se confundem com beneficência. De forma histórica, a humanidade vem carregando o peso do maniqueísmo entre o “certo” e o “errado”, entre o “bem” e o “mal”, entre o “justo” e o “injusto”.

Embora a mudança genética, protegia por lei, a Lei n.º 11.105 de março de 2005, foi criada a fim de assegurar a implantação de modificações genéticas. Essa Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de organismos geneticamente modificados.

Ademais, é preciso analisar os efeitos colaterais dos avanços tecnológicos. A vida humana e a ética estão sendo desrespeitadas e a teoria da socióloga Hannah Arendt, sobre a “banalização do mal”, é confirmada, visto que, ao modificar a forma de um alimento sem estudar seus efeitos no homem, por exemplo, o indivíduo pode ser acometido por alguma modificação genética irreversível, o que na maior parte das vezes torna-se algo desprezível e incompreensível da parte do “responsável”.

Logo, é imprescindível que o Governo Federal, junto dos Estaduais, mobilizem os envolvidos em pesquisas e testes, ofertando palestras por meio da utilização de auditórios. Cabe à mídia também, conscientizar à população sobre o que acontece em laboratórios e afins, não deixar nada subentendido, implícito ou até mesmo escondido, para que seja uma questão compreendida.