Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
No ano de 1990 foi clonada a primeira ovelha do mundo, a quem foi atribuído o nome Dolly. Essa conquista foi considerada um grande marco para o desenvolvimento da tecnologia na história e a partir dele foram desenvolvidos muitos outros estudos relacionados ao estudo da clonagem e de outros aspectos biológicos. Entretanto, a questão ética não pode deixar de ser mencionada quando se tratando de biotecnologia, ela sempre será questionada para que a linha entre o que é correto e o que é antiético nunca seja ultrapassada.
Assim como com a Dolly, a biotecnologia, mais especificamente o estudo dos genes, possibilita o melhoramento genético das plantas, fazendo com que sobrevivam à pragas agrícolas e cresçam muito mais rápido, movimentando ainda mais a economia ligada ao agronegócio. Outro fator favorável ligado à biotecnologia é o estudo das vacinas, que são indispensáveis no combate a muitas doenças, como o sarampo, a febre amarela e coqueluche.
Em 1789, o médico Edward Jenner desenvolveu de forma antiética a vacina contra a Varíola, testando varias vezes em crianças e até em seu próprio filho. A descoberta de Jenner foi a maior contribuição para erradicação da doença, entretanto, o método de teste em pessoas é perigoso, já que não existe conhecimento completo sobre seus efeitos quando aplicado, podendo causar complicações ainda maiores que a doença, como danos cerebrais e até a morte.
Infere-se então, a premência de buscar soluções viáveis para essa problemática. É de suma importância que a ética seja legitimamente ligada à biotecnologia, dessa forma o Poder Legislativo deverá criar leis que direcionem as pesquisas e ações cientificas, deixando claro os limites e direitos humanos a serem respeitados. E é fundamental que biólogos e cientistas sigam rigidamente todas as leis e sigam a ética não aplicada em forma de lei da mesma forma. Garantindo assim, a confiança e apoio da população nesses avanços, para que venham a crescer cada vez mais.