Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Atualmente, muito se é discutido à respeito da conciliação entre biotecnologia e ética, sendo que essa discussão ficou mais aparente nos últimos anos, com o avanço da biologia molecular, que consegue alterar os genomas humanos.
Essa tecnologia tem fornecido as ferramentas básicas para os geneticistas se aprofundarem nos mecanismos moleculares que influem na variação das doenças, porém há toda uma responsabilidade moral à respeito da comercialização da mesma, visto que podem haver vários tipos de discriminação social ocasionados por essa alteração de genoma e os testes que podem ser feitos.
Sabendo de todos os perigos relacionados ao uso da engenharia genética, o governo estabeleceu a lei nº 8.974/95 (lei de biossegurança), que estabelece normas para o uso de técnicas de engenharia genética e liberação no meio ambiente de organismos geneticamente modificados (OGM) e, expressamente, veda a manipulação genética de células germinais humanas, bem como autoriza o Poder Executivo a criar, no âmbito da Presidência da República, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança.
Dessa forma, a engenharia genética, mesmo fazendo muito progresso, continua não podendo ser manejada com total liberdade por questões políticas e sociais, sendo o assunto muito debatido e dividindo muito opiniões, principalmente nas classes sociais mais altas.
O que poderia ser feito de forma benéfica para a população seria a liberação da alteração e testes genéticos em seres humanos em pequena escala e de forma progressiva, à fim de saber como a população se adequaria às novas mudanças impostas, caso fossem benéficas, poderiam ser mantidas, se não, simplesmente, retiradas.