Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante o nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o problema na conciliação da biotecnologia e a ética, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo descaso das pessoas com os seres vivos e com a natureza, seja por almejar maior produtividade e avanço, o problema permanece silenciosamente afetando o mundo e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, é válido lembrar que um dos principais obstáculos entre a biotecnologia e a ética é a obsessão do ser humano em crescer cada vez mais, como auxílio para a produção de transgênicos, ou seja, produção de organismos geneticamente modificados. Assim, sem pensar nas possíveis consequências.
Em segundo lugar, há ainda o descaso dos biólogos e outros agente em relação á natureza. O uso da biotecnologia em relação ao meio ambiente traz a melhora na produtividade, mas a relação entre os indivíduos e o meio ambiente pode afetar negativamente, pois pode ocasionar o aumento no desmatamento e a liberação de organismos geneticamente modificados (OGM) no meio ambiente com a capacidade de gerar a eliminação de uma espécie, expor espécies a novos patógenos, poluição genética, entre outros.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para a resolução do conflito. Dessa forma, é papel do governo cobrar as leis já existentes, fiscalizando e criar outras mais eficientes para que a biotecnologia e a ética se relacionem e se completem para melhorar o país, melhorando plantas geneticamente, promovendo o avanço da medicina e da sociedade como um todo. Somente dessa forma, alçariam o Brasil utópico, desejado pelo pré-modernista, Lima Barreto.