Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 25/10/2020
A Segunda guerra mundial, representou momentos importantes no qual foi notório o desenvolvimento da medicina. Entretanto, essa analogia nos permite observar que , no Brasil, o uso da ciência está ultrapassando os limites da ética. De acordo com o site G1 o uso da biotecnologia aumentou as resoluções de doenças.
A princípio, a falta de respeito à diversidade põe em risco os avanços da biotecnologia, o que implica um desequilíbrio entre ciência e humanidade. A bióloga Jennifer Doudna, criadora da ferramenta CRISPR-Cas9 para a edição genética, expõe o perigo da modificação do DNA com viés hegemônico, isto é, editar determinadas características consideradas “melhores” a fim de levar a humanidade à homogeneização. Assim, com base em experiências anteriores, como na Alemanha nazista, em 1940, e sua inclinação para o uso do “filtro hegemônico” em prol da “raça ariana”, entende-se que o desrespeito à diversidade é um dos impasses criadores de opiniões divergentes quanto aos investimentos nessa área científica.
Outrossim, é imperativo pontuar que as Universidades, maiores centros de pesquisa biotecnológica no Brasil, não desenvolvem uma grade de estudos mais humanizada, que possa orientar e conscientizar os futuros profissionais da área. Desse modo, os cursos de graduação limitam-se a disciplinas excessivamente técnicas e, por sua vez, ignoram tópicos sobre ética e filosofia. Com isso, as Universidades tornam-se locais perpetuadores de práticas questionáveis que atentam à própria natureza humana. Nota-se, dessa forma, a necessidade de transformação da Universidade brasileira.
Infere-se, portanto, a necessidade de trazer ética para a biotecnologia. Cabe ao poder legislativo , por meio de debate entre institutos de pesquisa, Ministério da Tecnologia e sociedade civil, propor lei específica para orientar pesquisas biotecnológicas no país. Esse mecanismo legal deve regular, principalmente, questões como estudos sobre detecção de características físicas e clonagem, a fim de garantir a dignidade humana. Ademais, tal Ministério deve determinar às Universidades, mediante portaria, que os cursos de ciências da natureza, como biologia, química e biotecnologia, tenham disciplinas e palestras regulares sobre ética aliada ao exercício da profissão.