Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 26/10/2020
Foi no auge da primeira guerra mundial que a biotecnologia acelerou o desenvolvimento de medicamentos e vacinas que viriam a ser essenciais para melhorar e prolongar a expectativa de vida de toda população mundial até nos dias atuais. Ademias, alguns avanços podem questionar as noções de dignidade, moral e principalmente de ética humana, como o uso de embriões para pesquisas e tecnologias que permitem escolher algumas características de bebes.
Mesmo com todo o conhecimento adquirido durante os séculos, nem mesmo no meio científico houve um consenso sobre quando a vida começa, na concepção ou durante o desenvolvimento do feto, essa incerteza gera um receio entre boa parte dos pesquisadores, principalmente nos que se declaram cristãos, pois para que uma pesquisa com embrião aconteça, seria necessária a destruição do mesmo, o que para alguns é considerado a interrupção do que seria uma possível nova vida humana.
Além disso, a biotecnologia permite que modificações genéticas possam ser feitas para selecionar algumas características de bebes antes que seu desenvolvimento esteja completo, o que apenas causaria mais problemas sociais, visto que perpetuaria um padrão de beleza imposto pela sociedade oprimindo ainda mais aqueles que não se encaixam e indo contra os princípios éticos, pois nele não há preferências de cor, raça, gênero ou nem uma distinção de pessoas.
Portanto, mesmo que os avanços na biotecnologia em sua maioria sejam para a evolução e desenvolvimento de todos, ainda é preciso recorrer aos princípios éticos que construíram a sociedade, através da criação de regras e protocolos de cunho ético pelas organizações nacionais e mundiais da saúde para que nenhum progresso da ciência seja feito ferindo a dignidade e valores humanos, mas ainda possibilitando a ascensão da tecnologia e do desenvolvimento.